sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Á deriva...




Não quero ouvir mais. Por favor pára!
Depositei tanta confiança em ti...eras tudo!
Era como se eu fosse o barco sem remos e tu o mar que me balançava e me indicava o caminho. Agora sinto-me á deriva...sem remos...sem norte...sem porto seguro.
Já não me guias, já não me dás vida. Tornaste-te numa tempestade que me encaminha para o cabo das tormentas. Há lá monstros e eu sinto medo.
Estou perdida...
Lágrimas.
Tantas lágrimas verti por ti.
Saudade.
Sofrimento.
Esperança.
Dor.
Lembranças, recorações.
Memórias, apenas memórias...nada real e actual.
Como a distância foi nossa inimiga.
Como o passado nos condenou.
Como a saudade nos desfez.
O que sobrou?
Lágrimas para derramar. A única coisa que não acaba.
Mágoa. Tristeza. Angústia. Sofrimento.
Enquanto eu derramava lágrimas por ti, tu derramavas sobre o teu leito o teu corpo e o dela.
Enquanto ela te enganava e iludia eu sofria por ti.
Mereci. Eu sei.
Mas se Deus condena a vingança porque é que todos pagamos pelos nossos erros pelas mãos dos outros?
Só agora vês. Estavas cego de amor. Cego de sede, Cego de desejo. Cego de saudade.
Nem sequer vias que ela te enganava, te iludia...e te levava.
Nem que eu sofria e te embalava com o meu amor.
Eu mereci. Eu sei.
Agora sei.
Só agora vejo.
Não aprendi nada que já não soubesse mas ao menos serviu para tu aprenderes.
Sacrifiquei-me.
Entreguei-me ao sofrimento tão fácil.
E agora é tão difícil levantar-me sozinha e seguir em frente.
Ainda te quero.
Estou aqui.
Perdida à espera de um rumo.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Olhos semi-abertos

Caí em mim.
Eu não sou a culpada de tudo o que está a acontecer.
Julguei-me e deixei que me julgassem mas agora acabou!
Eu sou muito melhor do que aquilo que me pintam. E agora sei-o!
Era tudo tão simples quando eramos só nós as duas mas agora há mais alguém em jogo e eu não estou aqui para ganhar. Fui, em tempos, especial para ti. Agora sei que o meu lugar está ocupado e por muito que digas que fui eu que me afastei e que há espaço para as duas, não há e a culpa não é apenas minha.
O tempo que passamos juntas não chega para manter a chama acesa...a confiança não é a mesma.
Preciso de ti.
Não estás.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Perto de ti

Falta de um abraço


A cada dia que passa o sentimento aumenta.
O tempo parece cada vez mais duradouro.
Quando chegará a minha altura?
Preciso tanto de ti.
Por vezes dou comigo a chorar em frente ao escrã do computador ao ler tudo aquilo que escreves.
Tudo aquilo que é tão pouco e me aconchega tanto.
Nos meus braços eras feliz. Sim. Era mesmo.
Todo o sofrimento termina no teu abraço.
O mundo pára. O momento é congelado.
Consigo revivê-lo ao relembrar vezes sem conta.
Não preciso de te ter como certo. Apenas preciso de saber que lá estás.
Quero-te. Como te quero.
Todas as noites em branco que passo recordo-te em explendor.
És maravilhoso.
Sou feliz só de lembrar.
Tão triste só por sonhar.
Tenho medo.
Tenho medo de me despedir de novo e do tempo demorar tanto a passar até te ter de novo nos braços.
Quero-te. Quero-te sempre.
Não sofro por ainda a teres na cabeça.
Tens-me no coração.
Sim.
Sofro por estar tão longe de ti. Por saber que estás a sofrer. Por não poder fazer mais nada.
Sinto o meu coração apertado por te ver a sofrer e sinto-me inútil pelas minhas simples palavras de conforto.
Quero estar mais presente.
Só te quero abraçar.
Esquecer tudo.
Abraça-me.
Beija-me.
Adoro os teus mimos.
Adoro dar-te MIMInhos.
Não podemos deixar desvanecer aquilo em que sempre acreditámos. Temos tanto em comum.
Vamos viver a nossa história de encantar.
No mundo real é tudo diferente, mas também há encanto.
És encantador!
Cada momento a teu lado é mágico.
O teu toque é suave e faz-me voar.
Como permitimos que a nossa mente pense que não existem contos de fadas se o nosso coração nos afirma que sim?
Quero escrever coisas bonitas.
Ter pensamentos positivos.
Não quero ter medos nem receios.
Quero explorar a minha criatividade ao máximo.
Quero viver de novo uma paixão.
Quero-te fazer feliz.
Eu tomo conta do teu coração e tu do meu. Vou tentar.
Sei que ainda é cedo.
O teu coração está ferido.
Ninguém merece o teu sofrimento, principalmente depois de te fazer sofrer tanto.
Vamos enterrar juntos o passado.
Esquecer para não lembrar.
Recordar para viver.

Quem me chama á razão


Tudo o que eu queria era que voltassemos a ser o que eramos...

Pensei que o facto de vires viver comigo nos iria unir ainda mais - se fosse possível - mas o meu estava
psicológico neste momento não o permite. Não é que não queira. Não é que já não signifiques o mesmo para mim.
Não.
Penso que o facto de teres sido das últimas pessoas a saber me afastou, ou te afastou.
Não conseguia falar. Não te conseguia contar.
Não te queria desiludir, mesmo sabendo que é impossível.
Sabes tudo sobre mim, por vezes mais do que eu e nunca me apontaste o dedo mesmo depois de tantas e tantas asneiras.
Sou simplesmente a tua prima.
Amo-te! Eu também te amo muito!
Porque é que já não o consigo dizer?
Ninguém devia de ter esse poder sobre ti. Foi o que me disseste uma vez. Eu sei. E não sei porquê, mas tem.
Como é que me deixo perturbar assim tanto por isto?
Não é banal. Foi algo inesperado. Não sei lidar com isto.
Preciso de ti.
Não estou só. Mas não te tenho ao meu lado como queria.
Como sempre estiveste.
Assim que te mudaste algo também mudou.
Foi incontrolável.
Não fui só eu. Tu também.
A minha cama permaneceu vazia com a tua ausência durante dias.
Nunca tinha acontecido.
Nunca foste tão importante para ela como para mim.
Ela nunca foi tão importante para ti como eu.
Onde é que me encaixo agora?
Não caibo entre as duas.
Não há espaço para mim.
Sinto que me está a fugir tudo por entre os dedos.
Não consigo alcançar.
Volta para mim.
A prima resolve. Costumava resolver.
Sinto-me tão deprimida.
Quando vens ao meu quarto pedir satisfações da minha ausência desfaço-me em lágrimas.
Lamento.
Perdoa-me.
Peço pelo teu perdão em silêncio na esperança de que saibas interpretar.
Não consigo falar.
Puxas por mim e ofereces-me o teu colo para chorar ao mesmo tempo que me dizes para não o fazer.
Dizes todas as verdades de que preciso de ouvir e isso ainda me trás mais sofrimento.
Fico com falta de ar por evitar um mar de lágrimas sofridas.
Os soluços ficam presos e o coração reage aos estímulos que me destroem por dentro.
Enquanto me passas a mão pelo cabelo e me tentas fazer rir choro ainda mais.
Dou-me por vencida e dou uma gargalhada. Apanhas o meu ponto fraco e repetes vezes sem conta como se eu fosse um
bebé que ri do mesmo até quando não acha piada, e faz força para rir.
Riu-me a sério. Perco o controle. Choro.
Abraças-me de novo.
Quero parar.
Já chega.
Quero destruir a barreira do sofrimento que não me permite viver em paz harmonia.
Culpo-me. Só reforço a barreira.
Mas sinto-me culpada.
Só me libertarei quando me perdoar.

Estrela que me guia


Há uma luz ao fundo que te diz para seguir
Onde acaba o teu sofrimento e começa o meu

Não me dei conta de como o tempo passou, como vidas passaram e terminaram e como outras nasceram e cresceram.
O tempo não pára e o relógio soa de hora a hora num zumbido insurdecedor que me inquieta.
O tempo não parou e tu já não estás aqui. Nada havia que pudessemos fazer, nada havia que não tenhamos feito.
É triste olhar para trás e ver o rumo que a vida tomou e como te tomou de mim, de nós. É insuportável viver
num mundo feito de seres normais que não marquem a diferença - tu não estás.
Tudo acaba, tudo tem um fim. O caminho que percorremos foi curto e vago.
Lembranças, tenho poucas.
Vagas lembranças.
Não me lembro da última vez que te vi e é tão triste...
Só me lembro daquela vez em que o meu coração quase parou por ver o teu estado. Eu era uma criança. Uma
criança consciente.
Traumas.
Não pude falar. Queria, mas não consegui. Perdoa-me!
Sei que perdoas e custa-me não ouvir tais palavras.
Sei que estás aqui neste momento, assim como em todos. Sempre.
És uma sombra constante que me protege.
Estrela que me guia.
És a minha alma, sei. Porque não lhe dou ouvidos...?
Fico só, com a minha consciência.
Não me abandones.
Estou perdida...
Qual é o caminho certo?
Se seguir este caminho terei saída ou ficarei presa?
Somos uma. Sabemos bem o que queremos. Ele sabe? Sabe.
Já não sei...
Só sei que estou no fim da linha.
Qual é o meu caminho?
Vai em frente. Sim. Se me perder volto para trás.
Não me vou perder. Desta vez não vou errar.
"Nothing compares to you"